Mato Grosso do Sul abre 5ª Conferência Estadual reafirmando compromisso com políticas públicas para mulheres

Durante evento que reúne lideranças, sociedade civil e autoridades em Campo Grande; Barbosinha reforça protagonismo feminino na construção de um Estado mais democrático, inclusivo e seguro

O Governo de Mato Grosso do Sul abriu oficialmente, nesta quinta-feira (28), a 5ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, em Campo Grande, reunindo lideranças femininas, sociedade civil, gestores municipais e representantes nacionais para debater os rumos da agenda de igualdade de gênero. O encontro, realizado no auditório da Faculdade Insted, marca uma nova etapa na consolidação das políticas públicas voltadas às mulheres sul-mato-grossenses.

O vice-governador do Estado, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a importância de ampliar a participação social e de garantir que as vozes femininas estejam no centro das decisões do Estado. “Este espaço não é apenas simbólico, mas estratégico para que possamos ouvir, dialogar e transformar a realidade. Reconheço o trabalho incansável de mulheres que conduzem essa agenda no dia a dia. Estamos aqui para reafirmar que o Governo de Mato Grosso do Sul se compromete a fortalecer a democracia e o protagonismo feminino, em todas as suas diversidades”, afirmou.

Com o tema “Mais democracia, mais igualdade, mais conquistas para todas”, a conferência se consolida como um fórum de diálogo e de construção coletiva. Durante dois dias de atividades, serão discutidos eixos estratégicos que incluem participação política, autonomia econômica, enfrentamento à violência, direito ao território, sustentabilidade, educação não sexista e saúde integral da mulher.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, reforçou que a conferência é de todas as mulheres, independentemente de raça, idade ou condição social. “Somos uma potência diversa. Aqui estão mulheres indígenas, quilombolas, jovens, idosas, mulheres com deficiência, negras, trans e tantas outras que trazem suas pautas e experiências. O compromisso do Estado é não deixar nenhuma mulher para trás”, declarou.

Já a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, lembrou que o evento simboliza a continuidade de uma luta histórica. “Uma conferência é sempre um exercício democrático. Consolidar a igualdade de gênero não depende apenas de governos, mas de uma agenda institucional que envolva União, estados, municípios e a sociedade civil”.

Reconhecimento às pioneiras e fortalecimento da rede

A abertura também foi marcada por um ato de reconhecimento a 11 ex-coordenadoras que fizeram história na construção de políticas públicas para mulheres em Mato Grosso do Sul. As homenageadas receberam a boneca Frida, confeccionada por mulheres acolhidas na Casa Abrigo, símbolo de resistência, coragem e transformação. Presidentes de conselhos municipais de diferentes regiões também foram lembradas, reforçando o papel das comunidades na mobilização e na defesa dos direitos femininos.

A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Jamille Weiss, emocionou-se ao lembrar da trajetória de luta coletiva. “Ver tantas mulheres reunidas é a prova de que a nossa voz ecoa cada vez mais forte. O Conselho seguirá atuando para garantir que nenhuma mulher fique de fora das políticas públicas”.

Participação nacional e construção de propostas

O evento contou ainda com a presença da secretária nacional de Autonomia Econômica do Ministério das Mulheres, Rosane Silva, que destacou a relevância da retomada das conferências em todo o país.

“As conferências são espaços democráticos de escuta e construção. O Governo Federal está ao lado dos estados e municípios para garantir que a voz das mulheres seja ouvida em toda a sua diversidade”, afirmou.

Na programação, o painel “Garantias e avanços dos direitos das mulheres: Democracia, Respeito, Diversidade e Autonomia” reuniu representantes do Sebrae/MS, movimentos sociais e especialistas para debater estratégias de fortalecimento das políticas públicas.

Compromisso permanente

O governador Eduardo Riedel ressaltou que a conferência é um marco para ampliar o diálogo e enfrentar os desafios que persistem, como os altos índices de feminicídio no Estado. “Não podemos esconder nossos problemas. Mato Grosso do Sul carrega indicadores graves, mas é justamente por isso que estamos assumindo, de forma clara, a responsabilidade de enfrentá-los, em conjunto com todas as instituições”, disse.

Até esta sexta-feira (29), os grupos de trabalho irão sistematizar propostas que serão levadas à Conferência Nacional, em Brasília, prevista para setembro.

Encerrando a solenidade, o vice-governador Barbosinha reforçou que o caminho é coletivo. “Estamos construindo um Estado que cuida, que protege e que garante às mulheres espaço de fala, de decisão e de cidadania. Este é o legado que queremos deixar: um Mato Grosso do Sul mais justo, democrático e inclusivo”.

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